Teoria da Maturidade na prática:

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Duomo Educação

Postado 05/02/2019

como os gestores podem orientar colaboradores com mais eficácia

A Teoria da Maturidade é um conceito criado por Chris Argyris e apresentado no livro “Personality and Organization”, em 1957. Porém, esse estudo ajuda até hoje a resolver um problema bem comum das organizações: a frustração dos gestores com uma entrega. Isso está ligado diretamente a expectativa do líder em relação à forma como um trabalho deve ou não ser realizado com qualidade. Mas, cada ser humano é de um jeito . A Teoria da Maturidade procura justamente explicar a natureza e comportamento humano para nivelar essas expectativas. Dessa forma, dentro de uma empresa, a área de Recursos Humanos pode fazer um trabalho específicos para otimizar o relacionamento dos colaboradores com seus líderes, oferecendo as ferramentas necessárias para que isso aconteça. Um dos pontos fundamentais é que ao entender o “nível de maturidade” do colaborador em relação a uma tarefa, é possível ajustar a forma de liderança para chegar na solução desejada naquela situação específica. Todos ganham nesse caso.

De uma forma mais prática, a situação mais comum é: um gestor começa a delegar tarefas para toda a equipe. Mas conforme suas expectativas são ou não atendidas, inconscientemente, ele vai criando uma forma de enxergar as pessoas, assim como a forma de lidar com cada uma delas. Sem perceber, ele vai aplicando essas “medidas” para todos os integrantes da equipe, de forma geral, quando seria mais eficiente ir direto ao ponto. Naturalmente, acontecem dois cenários: Gestores dedicam a maior parte do seu tempo explicando para os colaboradores como devem executar as tarefas e organizar seus trabalhos. Ou líderes tentam priorizar o emocional do colaborador, oferecendo incentivos, benefícios para dar mais motivação e segurança na hora dos colaboradores executarem as suas tarefas.

 

Porém, em alguns momentos, falta o conhecimento técnico e, nesse caso, não vai adiantar estimular emocionalmente a pessoa. Se um analista de TI não domina a linguagem de programação vigente no sistema da empresa, mesmo com toda a força e paciência dos gestores, ele não conseguir resolver um problema que envolva programação. É mais eficiente oferecer um treinamento específico para ele aprender essa linguagem.

Por que é importante identificar o nível de maturidade do colaborador?

Maturidade é “a capacidade e a disposição das pessoas de assumir a responsabilidade de dirigir seu próprio comportamento”. Ao diagnosticar o nível de maturidade de cada colaborador para uma tarefa específica, o gestor ganha tempo e eficiência nos processos. O gestor vai conseguir adaptar o seu estilo de liderança para esse nível de maturidade dando mais ênfase ou na parte da tarefa ou na parte emocional do colaborador, de acordo com a necessidade daquela situação.

Existem 4 níveis de maturidade:

M1 – Colaboradores que não dominam tecnicamente a tarefa

Nesse caso, a solução é compartilhar um conhecimento específico com esse profissional. Dessa forma, com o tempo e prática, ele vai aprender a técnica.

M2 – Colaboradores que conhecem tecnicamente a tarefa, mas não a executam com autonomia

Se acontece algo fora do roteiro, esse colaborador não sabe o que fazer. Não é necessário explicar o “roteiro completo”, a tarefa em questão, mas sim orientar esse profissional a lidar com uma situação específica diferente do padrão.

M3 – Colaboradores que dominam tecnicamente uma tarefa, mas não tem o desempenho que o gestor deseja

Aqui o problema é no comportamento. Falta um comprometimento, motivação ou segurança para conseguir executar a tarefa da melhor forma. Pode ser um medo de errar ou até um desalinhamento com o propósito pessoal e corporativo. Esse profissional precisa de apoio emocional.  

M4: Colaborador tem total domínio técnico e se sente seguro e comprometido

É o cenário ideal. Dessa forma, o colaborador desempenha a tarefa bem e atende a expectativa do gestor.

Um ponto importante é que essa teoria não serve para classificar os colaboradores de uma forma geral ou rotulá-los como um profissional “M1” ou “M4”. Todas as pessoas apresentam uma tendência de ser mais ou menos maduras em relação a uma tarefa, função ou objetivo específico. Um colaborador pode se M1 para criar uma planilha no excel, mas M4 na hora de apresentar um relatório para a equipe, por exemplo. 

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