Postado 01/12/2017

RH Estratégico: a hora de partir para a ação

Estratégias de desenvolvimento, Recursos Humanos, Soluções Duomo

“É hora de dizer adeus ao Departamento de Recursos Humanos. (…) CEO’s do mundo todo estão desapontados com seu pessoal de RH. Eles gostariam de poder usar os diretores executivos de RH (CHRO’s) da mesma forma que usam os CFO’s — como caixas de ressonância e parceiros confiáveis — e contar com sua habilidade de ligar pessoas e números para diagnosticar pontos fracos e fortes da organização, de obter perfeita sintonia entre funcionários e atividades e de aconselhar sobre o significado de talentos nas estratégias da empresa. (…)”.

Ram Charan, para a  Harvard Business Review (Veja a matéria na integra aqui: http://hbrbr.uol.com.br/chegou-a-hora-de-dividir-o-rh/)

Nosso querido Ram Charan, sem ironia alguma, um dos autores mais admirados nas empresas e pelas áreas de recursos humanos, fez esta consideração em 2015. Infelizmente, muitos profissionais e/ou empresas não acreditam nisso.

Li uma matéria numa revista bem reconhecida essa semana que dizia que o RH precisava parar de ser babá de funcionário. Que absurdo, pensei por um momento. Mas, quando refletindo por alguns segundos, essa afirmação passou a fazer um maior sentido.

Na área de educação corporativa, vemos muitos programas de desenvolvimento caírem no esquecimento e serem apenas um custo para as empresas porque os funcionários não cumprem as orientações da área. E acredite, para mim, isso não é o mais preocupante.

O que realmente me incomoda é que a área de Recursos Humanos não consegue convencer a alta liderança de sua importância para o negócio. E te convido para uma breve reflexão, por que o mesmo não acontece com outras áreas como marketing e financeiro?

Na minha opinião, falta postura e atitude estratégica. Atrair, recrutar, selecionar, desenvolver, pagar e tudo mais que é responsabilidade do RH tem que ser mostrado para a alta liderança como algo estratégico. Ou seja, tem que mostrar que é capaz de aumentar o desempenho da organização e um bom caminho para isso é divulgar os resultados de suas ações. Não te pareceu óbvio agora?

Nesse momento, alguns leitores estão pensando “mas eu sou de humanas, números não são a minha praia, foi por isso que eu escolhi ser de recursos humanos”. Espero que esse leitor não seja você, porque a afirmação que farei agora fará seu coração doer. O mundo corporativo espera resultados – aumento de venda, mais produtividade, seja lá qual for o indicador escolhido.

Não precisa chorar, nem ligar para seu terapeuta (ainda), termine de ler este texto, por favor!

Ser estratégico não quer dizer ser desumano e mostrar resultados não quer dizer ser frio. Infelizmente, estamos em uma sociedade em que dizer ser competitivo é considerado ruim, em especial em humanas. Mas, não é!

A Duomo Educação Corporativa trabalha essencialmente no desenvolvimento de competências comportamentais, muitas delas não são vistas como diferencial competitivo pelas empresas inicialmente. Ficamos tristes? Nem um pouco, porque sabemos que não é verdade! Aqui fica uma dica valiosíssima: quando nos pedem uma proposta para um desses temas, buscamos mostrar o que a mudança de comportamento e postura pode trazer de benefícios para o negócio. Vou te dar três exemplos:

  • Comunicação não violenta: por meio de uma comunicação mais empática e próxima a área comercial pode conseguir um aumento em suas vendas porque os clientes se sentem mais vinculados ao vendedor e a empresa.
  • Liderança por propósito e valores: quando há uma conexão entre os valores pessoais e os da organização ou quando pelo menos eles são conhecidos, as equipes passam a se engajar em suas atividades e a empresa reduz o turnover e os custos com treinamentos e desenvolvimento de pessoas que não vão ficar.
  • Resiliência: saber lidar com adversidades do dia a dia e com o tal mundo V.U.C.A, com uma certa dose de otimismo e autoconfiança, eleva a autonomia das pessoas em suas atividades e aumenta a produtividade.

Dá para dar resultado e manter a humanidade do negócio? Dá sim.

O último segredo é, até conquistar a força para sua área, busque fazer parceiros estratégicos: alta gerência e líderes. Com a confiança deles o status da área de recursos humanos mudará substancialmente. Em um próximo momento, lhe conto mais sobre isto.

Quer mais um parceiro estratégico para suas ações de desenvolvimento? Conte com a Duomo Educação Corporativa

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