Pense como Eisntein

Blog, Desenvolvimento de lideranças

Marta Cordeiro

Postado 16/01/2014

* Por Marta Cordeiro de Mello

Era brilhante a forma como Einstein propunha a solução de problemas! Ele sugeria que conversássemos com pessoas completamente diferentes de nós! De preferência de sexo diferente, de raça diferente, pessoas criadas em outras culturas, etc.

Esta sugestão estava fundamentada na ideia de que se não conseguíamos solucionar um problema, provavelmente estávamos impedidos por nossa maneira padronizada de pensar. Maneira esta aprendida desde pequenos, e consolidada ao longo de anos de experiências singulares. Por este motivo, se interagíssemos com pessoas completamente diferentes, estas poderiam encontrar soluções que não estavam presentes em nossos padrões habituais.

Ir além do que nos é familiar é um verdadeiro desafio! E uma das etapas do Pensamento Einsteiniano consiste em ir além das regras que constrangem o nosso pensamento. O que nós “sabemos” é um obstáculo maior do que o que não sabemos. Porém, limpar nossa mente de todos os preconceitos é tão difícil quanto tirar todo o ar de uma sala. Como a natureza, a mente abomina o vácuo. Algo tem que tomar o lugar das antigas regras.

Nossas tendências inconscientes direcionam para os velhos pensamentos até mesmo as alternativas conscientes de transgredir as regras. Precisamos de ajuda para sair das rotinas de regras e ficar fora delas.

Mas porque construímos estas regras e passamos a vida a fortalecê-las?

Quando nascemos, já chegamos ao mundo com uma boa bagagem de informações. Nosso código genético determina uma série de características, e também informa uma série de tendências. Nossos gens trazem informações de várias gerações anteriores, e algumas delas nos remetem até aos nossos ancestrais!

Além das características já determinadas por nossa carga genética, recebemos inputs muito profundos de nossos pais, ou representantes, quando perdemos nossos pais biológicos. Estes inputs são nossos valores e crenças, formados desde a mais tenra idade. Valores que aprendemos principalmente com os exemplos que vemos nas atitudes dos nossos pais. A escola, a sociedade, a cidade onde nascemos, a cultura de nosso país – são todos inputs também para a formação de nossos valores e crenças.

As experiências vividas por cada um, completam os fatores formadores do que a Psicologia chama de Mapa Mental. Assim como um mapa geográfico, define caminhos e rotas a serem seguidas.

Como cada ser humano possui uma carga genética diferente, educação diferente e experiências diferenciadas também, forma um Mapa Mental completamente único. Mesmo gêmeos idênticos, que possuem carga genética igual, vão se formando de maneiras distintas em função dos outros fatores formadores de seus Mapas.

Nossos Mapas Mentais possuem modelos de pensamentos que criamos desde muito pequenos. Nesta época, não temos a capacidade de julgar o que aprendemos. Simplesmente absorvemos o mundo a nossa volta. Não existe a possibilidade, por exemplo, de dizer para nossos pais: “Este valor eu não vou registrar, porque não gostei…” Nós registramos e repetimos. Por este motivo, nossas crenças e valores exercem grande influencia em nossos comportamentos atuais. Passamos anos a fio repetindo os mesmos comportamentos! Por isso Einstein dizia que é tão difícil quebrar “as regras” mesmo quando você quer quebrá-las!

Cada pessoa tem suas experiências e aprende com elas, fato que também estimula a formação destas “regras”. A tendência é criar um mecanismo que chamamos na psicologia, de “generalização” – quando vivemos uma experiência, tendemos a achar que outras parecidas virão, e agimos de acordo como agimos na primeira. Por um lado isto é ótimo, pois nos ajuda a economizar tempo na resolução de problemas por exemplo. Mas por outro lado nos limita… Nosso Mapa Mental tende a não expandir-se…

A melhor maneira de expandir nosso Mapa Mental é ouvir os demais, compreendê-los, procurar analisar as situações sem julgar tanto… Trocar experiências com pessoas completamente diferentes de nós, é uma ótima forma de flexibilizar-nos! Ler, estudar, procurar desenvolver-nos pessoal e profissionalmente, também são formas de desenvolver nossos Mapas Mentais.

Como aplicar o conceito de mapa mental no nosso dia a dia?

A partir do momento que compreendo que as pessoas são diferentes de mim, porque foram educadas de formas diferentes e tem Mapas Mentais completamente diferentes do meu, tenho uma possibilidade muito maior de me relacionar com elas mais harmonicamente. Posso compreender que existem motivos por detrás dos comportamentos delas que desconheço na maioria das vezes. Muitas vezes motivos surpreendentes! E que se eu soubesse dos motivos talvez fosse bem mais tolerante…

Lembrar de tudo isto no momento em que estou me desentendendo com alguém, pode me ajudar a buscar uma solução benéfica para ambos, sem criar uma “batalha” de opiniões desnecessária. Posso aprender inclusive a julgar menos! A perceber que as diferenças são salutares e que posso aprender muito com elas!

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