Postado 15/01/2018

O líder que fomenta criatividade e inovação

Blog, Transformação digital

 “A criatividade é importantíssima na vida – ela nos oferece a diversidade, sendo criativos, tentamos diferentes maneiras de fazer as coisas; e, naturalmente, cometemos um monte de erros. No entanto, se tivermos a coragem de persistir, apesar desses erros, obteremos a resposta.”   (Goleman et al, 1992, p. 29)

Inovação e criatividade são algumas das características essenciais no momento atual para as empresas ganharem vantagem competitiva em seus mercados.

Por isso, o RH tem recebido a missão de buscar por pessoas com capacidade criativa, que pensem “fora da caixa”. Entretanto, depois de contratadas, estas mentes criativas são colocadas para trabalhar junto a líderes que, na busca por soluções rápidas para os problemas da empresa, muitas vezes centralizam as decisões e informações, podam ideias alternativas para não correr riscos e podem tirar deste indivíduo a possibilidade de usar seu potencial criativo.

E como fica a necessidade da organização nesta história? E, como ficam essas pessoas “fora da caixa”? A organização muito mais vulnerável as mudanças do mercado. Já as pessoas seguem duas alternativas: entram em zona de conforto ou passam a se sentir desmotivadas (pois o RH lhe prometeu um ambiente criativo e de inovação) e tendem a deixar a organização.

Se a organização quer inovar, adequando-se a esta nova era digital, cabe ao RH mostrar que é este o perfil esperado daqui por diante e trabalhar com os gestores questões como dar autonomia, permitir erro, lidar com o risco, assim podem manter as mentes criativas produzindo, estimulando que seus colaboradores (antigos ou novos) ousem, criem e implementem novas soluções para o negócio.

A existência de processos é crucial para sustentar a inovação e podem também ser o principal obstáculo. É necessária flexibilidade para dar espaço para novas formas de fazer, assumir o risco e abrir mão de algo que funcionou até aqui. E, mais uma vez, o líder pode ser como que um guardião, um facilitador para o processo de inovação ou um empecilho.

O líder que incentiva a inovação precisa dar permissão para o colaborador pensar apropriadamente e resolver problemas, dentre uma variedade de contingências e também para que este experimente, erre em segurança e use o erro produtivamente para evoluir na sua ideia. Peter Sims, autor e consultor na área de inovação de empresas como a Pixar, acredita que pequenas apostas, falhas, aprendizado são um caminho para a inovação. Um passo importante para o gestor é acreditar que o erro pode ser um passo para uma conquista maior, encarando não como o final da linha, mas como parte do processo.

“A escola tradicional ensina a não errar e isso amedronta o indivíduo a arriscar, mas é arriscando e se sujeitando a falhas que alcançamos a inovação”, (SIMS, 2012)

Para ter maiores chances de ter ideias criativas vindas de sua equipe, o líder deverá dar permissão para o colaborador aproximar-se do cliente, relacionar-se com ele para entender o desejo real das pessoas (os clientes não querem comprar uma broca, querem um furo na parede). Por isto, ele precisa se desvencilhar de antigos paradigmas, porque não dizer, é necessária uma mudança cultural para permitir que a inovação flua e tenha espaço para se concretizar num novo processo, serviço ou produto.

O líder, junto com o RH, poderá escolher profissionais orientados ao aprendizado, capazes de lidar com hipóteses, suposições, levar experiências adiante com persistência, enfrentar o desconhecido e estarem dispostos a gastar tempo de análise, porém só isso não é suficiente, eles precisam dar um ambiente adequado a essas mentes criativas.

A organização, através de seus líderes, estimulará a inovação se criar um ambiente de segurança psicológica, onde um colaborador tem um vínculo de confiança com seu gestor a ponto de poder falar sobre uma ideia sem medo, sabendo que seu líder irá avaliar se a ideia está alinhada com o foco de inovação que a empresa está procurando e, se estiver, irá abrir caminhos, facilitar interações e abrir portas, protegendo a ideia para que não seja engolida pelos trabalhos rotineiros.

Muitas empresas querem este status de inovadoras, mas quantas destas estão trabalhando seus líderes e colaboradores para dar espaço a ideias criativas que podem tornar-se produtos inovadores? Quantas estão prontas a mudar seus paradigmas para fomentar a inovação?

Inovação não é sorte, nem um sonho impossível. Inovação exige mudança de paradigmas, abertura para o risco, aprendizado rápido, autonomia, colaboração, escuta e relacionamento com cliente.

E então, sua empresa está preparada?

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