Mitos do Empoderamento feminino que prejudicam o mercado de trabalho

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Duomo Educação

Postado 25/06/2018

O empoderamento feminino prejudica os homens? Esse e outros pensamentos parecidos atrapalham, inclusive, o crescimento do país.

Empoderamento feminino é uma discussão que está em evidência em diversos setores. Mas, ainda existem alguns mitos do empoderamento feminino, especialmente no trabalho, que surpreendem. Um exemplo é o aumento das buscas no Google pela frase “o empoderamento feminino prejudica os homens”. Isso mostra o quanto é importante estimular esse debate.

É importante esclarecer que o empoderamento feminino não é o mesmo que feminismo. Na verdade, um é consequência do outro.  Feminismo é o movimento que reforça a ideologia da igualdade social, política e econômica entre os gêneros. O Empoderamento é o ato de “tomar poder sobre si”. Assim, o empoderamento feminino é a consciência coletiva, a partir de ações que fortalecem as mulheres e desenvolvem a equidade de gênero defendida pelo feminismo.

Segundo o estudo do IBGE estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, as mulheres representam a maioria da população. Na faixa etária de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo em 2016, as mulheres somam 23,5%, e os homens, 20,7%. Mesmo assim,  em 2016, apenas 39,1% dos cargos gerenciais disponíveis no país, tanto no poder público quanto na iniciativa privada, eram ocupados por mulheres.

Em relação ao rendimento habitual médio mensal de todos os trabalhos e razão de rendimentos, por sexo, entre 2012 e 2016, as mulheres ganhavam, em média, 75% do que os homens ganham. A realidade é tão destoante que, outro estudo do Instituto Locomotiva, de 2017, com base em dados da Pnad (IBGE), avaliou que se os salários de homens e mulheres fossem iguais, isso injetaria R$ 461 bilhões na economia brasileira.  Ou seja, fica bem claro que tanto os homens como as mulheres se beneficiariam nesse processo.

No âmbito corporativo também prevalecem outros mitos relacionados a características científicas como homens conseguem manter mais o foco do que as mulheres.  Porém, pesquisas recentes da área da neurociência já comprovaram que as diferenças entre os cérebros de homens e mulheres não são tão significativas assim. O que existem são comportamentos específicos diante da forma como homens e mulheres lidam com problemas e pessoas. As mulheres, em geral, mostram mais facilidade em se colocar no lugar dos outros. Mas tanto foco quanto inteligência emocional podem ser desenvolvidos e aprendidos por qualquer ser humano.

Dessa forma, dá para perceber que homens e mulheres juntos têm mais força na conquista de resultados em  qualquer setor da economia. Afinal, todos são seres humanos em busca de crescimento e desenvolvimento. Pensando na importância de auxiliar no processo do empoderamento feminino para a conquista da igualdade, a Duomo criou o programa de liderança “Inteiras para mulherar o mundo”. Com foco no autoconhecimento, a proposta é ajudar as mulheres a abraçarem suas ambições, resgatarem e se reconectarem seus valores e qualidades do feminino para que façam escolhas conscientes e se sintam verdadeiramente autoconfiantes. Saiba mais aqui.

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