Expressar a vulnerabilidade, ao contrário do que parece, é um ato de coragem

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Mari Martins

Postado 14/06/2018

Uma resenha do livro “A coragem de ser imperfeito” de Brene Brown

Uma das principais queixas que ouço dos gestores em processos de desenvolvimento, seja individual ou em grupo, é o quanto dói errar. Não ter resposta para as perguntas, querer responder imediatamente, não atingir os objetivos traçados ou acreditar que precisa resolver tudo sozinho. Sentir-se culpado diante do fracasso, levando para o lado pessoal exigir muito de si.  Isso tudo tem relação com a questão da vulnerabilidade que vamos aprofundar um pouco aqui.

Recentemente, ao trabalhar com um grupo bem jovem, eles disseram: quando entramos na empresa, vestimos a capa de super herói ou super heroína, aqui temos medo de ser quem somos, de expressar as nossas vulnerabilidades.

E daí vem a pergunta:  de onde vem tanta dificuldade em vivenciar e expressar algo que é inerente a natureza humana?

Certamente podemos chegar à muitas causas raízes dessa questão e uma delas me parece ser bem razoável:  erros, fracassos, dúvidas, e tudo isso que diz respeito a vulnerabilidade são personalizados, ou seja, são tratados como demonstração de fraqueza e incompetência.

Certa vez, uma equipe de gerentes disse: sabíamos que o nosso diretor estava passando por um problema grave. Ele se isolou, demorou para envolver a equipe e quando isso aconteceu, pudemos apoiá-lo e dividir a carga com ele. Dessa forma, conseguimos chegar na solução mais rápido.

Na prática, compartilhar a vulnerabilidade encorajou uma reação que forneceu uma proteção genuína, fortalecendo o vínculo entre as pessoas. Também gerou soluções mais criativas. O grupo ganhou em afeto e eficiência.

É claro que para se fazer isso precisa existir uma relação de confiança, envolvimento, respeito e conhecer o limite do outro.

Brené Brown num estudo que levou mais de uma década chegou a conclusão do quão importante é nos percebermos e expressarmos a nossa vulnerabilidade. Essa é a condição para nos protegermos, estabelecermos vínculos, termos empatia e relações mais saudáveis no ambiente organizacional e na vida.  No final das contas, viveremos mais plenamente e paradoxalmente isso torna as pessoas mais corajosas ainda.

A vulnerabilidade é a grande ousadia a vida.

Comentários

Um comentário sobre “Expressar a vulnerabilidade, ao contrário do que parece, é um ato de coragem

  1. Finalmente 😄 Obrigado!!

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