Conflitos no ambiente de trabalho: como a CNV pode ajudar

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Duomo Educação

Postado 08/02/2019

Veja exemplos práticos de situações comuns que podem ganhar um desfecho mais amistoso

Conflitos no trabalho são inevitáveis e, muitas vezes, até necessários. É uma situação que pode ser produtiva, pois ao trazer um ponto de vista diferente ou estar diante de uma reação oposta de um colaborador, cria-se uma reflexão sobre o que precisa ser ajustado dentro da organização. A essência de um conflito é justamente a percepção de uma ideia distinta. O ponto central da questão é a intensidade, que não deve passar do limite de uma convivência saudável. É exatamente neste hora que a Comunicação Não Violenta (CNV) entra em cena.

 

Marshall Rosenberg  escreveu o livro “Comunicação Não – Violenta – Técnicas Para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais” com quatro passos de uma comunicação baseada na empatia e compaixão.  É uma técnica já comprovada que evita conflitos desnecessários quando o foco da mensagem central se perde no julgamento. Ao expressar um ponto de vista ouvindo a opinião do outro com o objetivo de entendê-la, a chance de haver um mal-entendido é menor.

Dentro de uma organização é essencial reduzir os conflitos disfuncionais, que  prejudicam o desempenho da equipe porque geram incertezas sobre os papéis de cada um. Isso aumenta o tempo de realização das tarefas, já que parte do tempo é dedicado para debater a maneira como tarefa deve ser feita, os objetivos do trabalho e as pessoas envolvidas no processo. Não contribuem para o desenvolvimento individual dos colaboradores e nem da empresa.

Veja como a aplicação da metodologia da Comunicação Não Violenta pode amenizar os conflitos disfuncionais mais comuns:

– Conflito de relacionamentos:

Tem a ver com as relações interpessoais. Nesse caso, as tarefas não são bem executadas por causa de diferenças na personalidade dos colaboradores envolvidos, o que pode gerar hostilidade em alguns momentos.  Isso afeta o equilíbrio emocional dos profissionais, que tendem a levar para o “pessoal” alguns comentários e perdem o foco da questão.

Paulo e Júlio trabalhavam na área de marketing de uma grande empresa do setor farmacêutico há 5 anos, mas devido a temperamentos diferentes, os dois tinham dificuldade em se entender em reuniões. Em um dia específico, Julio contou como um cliente criticou o trabalho de Paulo, que movido pela raiva gritou: “você está mentindo!”. Os dois perderam quase uma hora discutindo quem ali era ou não mentiroso e esqueceram o conteúdo da crítica do cliente.  

Com a metodologia da Comunicação Não Violenta, Julio não teria entrado no conflito com Paulo, mas sim o questionaria: “Você está irritado porque pensa que estou mentindo? Então, por favor, conte a sua versão da história”. Ao perguntar sobre o sentimento do outro e abrir a comunicação para efetivamente ouvir o “outro lado”, o conteúdo central da mensagem continua claro e sem julgamentos.

– Conflito de tarefa:

Nesse caso, a discussão tem a ver com o objetivo do trabalho.  Em uma empresa de cosméticos, Flávia solicitou um relatório sobre o histórico de venda de um produto nos últimos seis meses. Lívia estava sobrecarregada com outras tarefas e questionou Flávia sobre a importância do relatório, já que o produto era líder de vendas da seguinte forma: “Não vejo sentido nenhum em levantar dados de vendas para um produto que lidera o mercado”.  As duas perderam quase 45 minutos discutindo a importância ou não de fazer o relatório.

A questão central poderia ter sido resolvida de forma prática se Lívia simplesmente tivesse expressado sua necessidade com clareza: “Neste momento, estou com outras análises pendentes que vão ocupar pelo menos 8 horas do meu dia sobre produtos que não estão atingindo as metas da empresa. Podemos deixar essa relatório para uma outra oportunidade para que eu não precise ficar além do meu horário hoje?” Flávia não sabia das outras tarefas de Lívia.

– Conflito de processo:

Em geral, esse conflito leva a um retrabalho, pois não fica clara a forma como a tarefa deve ser realizada. Em uma agência de publicidade, Jorge se irritou com a coordenadora Helena porque teve que refazer uma apresentação de planejamento pela terceira vez seguida. Não estava claro como deveria apresentar para o cliente alguns dados e nem o modelo de identidade visual do documento. Irritado, Jorge disse: “Ninguém colabora com ninguém nessa agência. Eu tenho que correr atrás de tudo sozinho!”. Os dois perderam praticamente 2 horas discutindo quem tinha razão ali.

Nessa situação, Jorge poderia ter sido mais específico desde o princípio, sem generalizar e fazendo uma observação de cenário sem julgamento: “Eu já solicitei essas informações pelo menos três vezes para você, mas não tive resposta. Como o prazo já havia terminado, criei essa apresentação com o material que tinha disponível no momento.”  Nesse caso, a própria coordenadora teria percebido a importância do processo ser mais claro e organizado, sem necessidade de conflitos.

Saber lidar com um conflito é essencial para o desenvolvimento de uma equipe. Por isso, aqui na Duomo Educação Corporativa usamos a metodologia da Comunicação Não Violenta em diversos treinamentos personalizados. Entre em contato conosco e conheça as nossas soluções AQUI.

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