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Abrace o diferente

Por Tiago Cesário

Olhe para o lado, ou puxe pela memória.

As pessoas que trabalham na sua empresa têm na sua maioria a mesma faixa etária? A formação foi nas mesmas instituições? Tem origens parecidas? Faltam mulheres em cargos de liderança?

Se a resposta a estas perguntas for ‘sim’, sua empresa pode vir a ter problemas nesse novo mundo digital.

A diversidade pode até ter sido considerada como moda, ou apenas uma ideia promovida para encantar colaboradores, consumidores e candidatos, hoje ela se tornou uma necessidade e deveria estar entre os principais tópicos a serem discutidos pelos RHs.

É o que aponta o relatório anual de Previsões da Deloitte para o ano de 2017¹, e alguns dos argumentos apresentados nele justificam a escolha do tema diversidade e inclusão.

Segundo o relatório, inúmeras pesquisas vem demonstrando que empresas possuidoras de times com maior diversidade, de um ambiente promotor da inclusão e que busca a equidade entre homens e mulheres, tanto no que diz respeito a salários e cargos de liderança, são empresas que melhoram sensivelmente seus índices de performance.

Falando particularmente da questão de mulheres ocupando cargos na alta direção, uma pesquisa mostra que empresas que possuem mulheres entre seus diretores apontam melhores índices financeiros em três pontos principalmente²:

  • Diversidade 171113Retorno sobre o capital próprio: na média companhias com os maiores percentuais de mulheres na diretoria se diferenciam daquelas que possuem menos mulheres na diretoria em 53%
  • Retorno sobre vendas: na média essas empresas tem um índice 42% maior
  • Retorno sobre o capital investido: a diferença média nesse caso é de 66%

E para falar mais especificamente da realidade brasileira no que diz respeito à participação das mulheres, o Instituto Ethos publicou em 2016 uma pesquisa sobre o perfil social³, racial e de gênero das 500 maiores empresas do nosso país.

Um dos dados apontados pela pesquisa, que não chega a ser uma total surpresa, mas que chama atenção pelos números, é que enquanto entre aprendizes e estagiários as mulheres são maioria (55, 9% e 58,9% respectivamente) na parte de cima da hierarquia destas empresas a percentagem cai vertiginosamente para 13,6% e 11%, falando dos quadros executivos e Conselhos de Administração.

O objetivo deste texto não é discutir porque isso acontece (discutiremos alguns aspectos que levam à ceras tomadas de decisão em outro texto), mas sim demonstrar o quanto as empresas, em especial nós aqui no Brasil, podem estar perdendo em termos financeiros por não estar promovendo uma cultura de diversidade.

E para não falar somente do caso das mulheres, outras pesquisas apontam que empresas que são altamente inclusivas:

  • Geram 2,3 vezes mais fluxo de caixa por colaborador
  • Geram 1,4 vezes mais receita
  • Avaliam-se 170% em inovação
  • São 180% melhores na capacidade de se adaptarem às mudanças
  • E 120% melhores em atingir metas financeiras

Estamos passando hoje por uma transformação no modo como fazemos negócios, produzimos e até na forma como pensamos, a famosa transformação digital. Neste cenário a diversidade é um ponto chave para a sobrevivência, desde a capacidade de inovação e adaptação, algo essencial em um mundo volátil como o nosso. Além disso, buscar novas e diferentes respostas para um problema complexo e ambíguo torna-se mais fácil quando eu tenho ideias que brotam de diferentes pontos de vista e por fim num mundo de incertezas ter maior segurança financeira irá auxilia na travessia de períodos mais duros.

Em resumo diversidade é bom para o negócio!

Nós da Duomo Educação Corporativa podemos ajudar a você que é o responsável por esta questão na sua empresa a promover uma cultura mais inclusiva e trazer ainda melhores resultados para o seu negócio.

 

Fontes: ¹ Bersin by Deloitte, Predictions for 2017

² http://www.catalyst.org/media/companies-more-women-board-directors-experience-higher-financial-performance-according-latest
³ https://issuu.com/institutoethos/docs/perfil_social_tacial_genero_500empr