4 formas eficazes de praticar a comunicação não violenta nas empresas

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Duomo Educação

Postado 23/07/2018

Clareza e a empatia podem reduzir os conflitos em colaboradores.

Discussões entre colegas de trabalho sem chegar em um acordo durante reuniões. Insatisfações de funcionários com a postura dos chefes. Áreas diferentes de uma mesma empresa que não se entendem. Essas são algumas das situações que profissionais e áreas de Recursos humanos conhecem bem.  Mas, como resolvê-las de vez? É possível criar uma esfera harmoniosa e integrada entre todos que trabalham por um mesmo objetivo? A proposta da CNV, ou Comunicação Não Violenta, é justamente auxiliar na melhoria dos relacionamentos, sejam eles profissionais ou pessoais.

A teoria e o passo a passo da Comunicação Não Violenta foram desenvolvidos pelo psicólogo Marshall Rosenberg e foram adaptadas para diferentes setores http://duomoeducacao.com.br/como-a-comunicacao-nao-violenta-melhora-os-relacionamentos-nas-organizacoes/. O principal  objetivo é trazer um olhar neutro para os fatos e se expressar de forma clara e com empatia.  É uma comunicação com foco em resultados e engajamento.

Nesse sentido, sugerimos pelo menos quatro formas eficazes de praticar a comunicação não violenta no dia a dia das empresas:

1 – Faça mais observações e menos avaliações

O maior desafio da comunicação humana é o juízo de valor. O que é melhor para um, não necessariamente é considerado melhor para o outro. Qualquer adjetivo tem significado e intensidade diferente para cada pessoa. Nesse sentido, remover esses adjetivos em conversas sobre questões profissionais já auxiliará bastante no processo de entendimento.

Por exemplo, se um funcionário leva duas horas para executar uma tarefa,  isso não significa que ele é “rápido” ou “lento”. Na verdade, é uma questão de ponto de vista, que deve ser alinhado. A observação é justamente a etapa de trabalhar com fatos concretos. Nesse caso, um líder pode dizer: “Essa tarefa precisa ser cumprida em X horas”.

2 – Dê nome aos seus sentimentos

Cada um é responsável pelos seus sentimentos. Uma etapa decisiva para criar empatia com o outro é expressar com clareza o que sente. Para facilitar o entendimento, é importante dar um nome a diversas sensações. Isso vale, principalmente, entre comunicação com colegas de trabalho. Uma frase genérica como “não gosto quando você faz isso” não deixa claro um sentimento. Poderia ser substituída por “fico triste quando você faz isso”.

3 – Expressar as necessidades

Assim como ter um propósito faz toda a diferença na motivação durante a execução de uma tarefa, entender a necessidade do outro também é importante.  Na comunicação, o que vai estimular realmente uma pessoa a tomar uma atitude é o entendimento de que existe uma necessidade a ser satisfeita. Isso é valioso na cobrança de resultados.

Ao dizer: “eu preciso de mais segurança para tomar essa decisão”, um líder abre o espaço para a colaboração de outras pessoas da equipe para ajudá-lo nesse processo.

4 – Fazer pedidos claros

Muitas vezes, uma tarefa não é executada com a “desculpa” de que “não foi solicitada”. No processo de comunicação, a clareza é decisiva para os pedidos. Registre em e-mails ou no diálogo o que deve ser realizado, sempre com uma linguagem positiva. “Gostaria que entregasse essa tarefa até às 18h” é diferente de “não quero que atrase meu trabalho”.

A chave para uma comunicação com menos conflitos está na clareza e na empatia. Por isso, é essencial que a Comunicação Não Violenta seja praticada com frequência e não em momentos específicos.  É um processo contínuo. Se quiser aplicar na sua empresa, entre em contato conosco.

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